Últimas notícias

Inteligência artificial na preceptoria em Saúde é tema de palestra na Semana dos Preceptores do HC-UFTM

Atividade reuniu profissionais de diferentes áreas da instituição para debater usos práticos, sigilo e verificação de informações geradas por ferramentas de inteligência artificial

Professor Paulo César Rocha, que conduziu a palestra sobre inteligência artificial na preceptoria
O professor Paulo César Rocha, do Bora Aprender, conduziu a palestra sobre usos práticos de inteligência artificial na preceptoria

O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), vinculado à Rede HU Brasil, promoveu a palestra "Inteligência Artificial na Preceptoria: usos práticos, pesquisa, sigilo e verificação", como parte da programação da Semana do Preceptor. A atividade reuniu enfermeiros, biomédicos, médicos, nutricionistas, fonoaudiólogos, biólogos e analistas administrativos da instituição.

A palestra foi conduzida pelo professor Paulo César Rocha, do Bora Aprender, doutorando em Educação Profissional e Tecnológica pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (PPGET) do IFTM Campus Uberaba, e teve como objetivo apresentar aplicações práticas de ferramentas de inteligência artificial no cotidiano hospitalar e acadêmico, com atenção aos limites de uso relacionados ao sigilo de dados clínicos e à verificação das informações geradas.

A atividade abriu com um teste comparativo simultâneo, em que um mesmo cenário de anamnese foi simulado em três ferramentas de inteligência artificial, Claude, ChatGPT e Gemini, permitindo aos participantes observar como cada assistente conduz a coleta de informações clínicas e sinaliza os limites de sua atuação. O exercício evidenciou estilos de resposta distintos entre as ferramentas, com reforço, em todos os casos, de que a decisão clínica permanece sob responsabilidade do profissional de saúde.

Na sequência, os participantes tiveram contato com a estruturação de prompts e a geração de instruções personalizadas para assistentes de inteligência artificial, além de demonstrações de conectores de aplicativos que integram o assistente a ferramentas da Microsoft e do Google já utilizadas na rotina de trabalho. Também foi conduzida a criação de um assistente personalizado, um exercício de planejamento de aula com foco em um tema da área médica e a elaboração de um quiz interativo para revisão de conteúdo. A palestra foi encerrada com uma demonstração do Claude Science, com um exemplo de análise genética envolvendo renderização molecular, o que indicou outras possibilidades de uso da ferramenta em cenários de pesquisa científica.

Para Giselle Vanessa Moraes, chefe da Unidade de Gestão de Pós-Graduação, a palestra reforçou um debate necessário para a instituição. "Precisamos de novos diálogos sobre sigilo e segurança de dados no ambiente acadêmico e hospitalar diante do avanço do uso dessas ferramentas", ressaltou.

Já Rachel Peixoto, chefe do Setor de Gestão do Ensino, destacou a integração entre aplicativos como um dos pontos de maior interesse apresentados durante o encontro. "A possibilidade de integração entre diferentes aplicativos foi um dos aspectos que mais chamou a atenção", afirmou.

Tela do Claude Science exibindo a análise de uma variante genética com renderização molecular
Demonstração do Claude Science com análise genética e renderização molecular encerrou a atividade

A atividade reforçou a atenção necessária ao uso de inteligência artificial em contextos clínicos e de pesquisa, com destaque para o cuidado com dados sensíveis de pacientes e para a verificação das informações produzidas pelas ferramentas antes de qualquer aplicação prática.